quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lista de filmes preto e branco cromogênicos

Dias atrás fiz uma postagem sobre Filmes negativos coloridos - A Lista.
Esses filmes faziam parte do processo de revelação C-41, padrão kodak de revelação para esses tipos de filme.
Algumas pessoas não sabem, mas existem filmes preto e branco (PB ou P&B) que também foram feitos para serem revelados no processo C-41. São os chamados filmes cromogênicos.
Além de falar sobre esse tipo de PB, estou postando os três mais conhecidos do mercado...


Conhecendo os PB Cromogênicos
Filmes para revelação em laboratórios comuns, através do processo C41
A fotografia preto e branca esteve presente desde os seus primórdios no mundo, pelo menos desde o seu lançamento oficial em 19 de agosto de 1839.
Entretanto, com o advento da cor, a fotografia preto e branca de revelação tradicional passou a ser feita por entusiastas ávidos que passariam longas horas processando e testando resultados em negativos, nas suas câmaras escuras caseiras.
A maioria dos laboratórios comerciais começaram a se especializar no processo de cores, já que a fotografia PB estava deixando de ser comercialmente viável, justamente pela massificação das fotos coloridas.
Os laboratórios passaram simplesmente a não ofertar mais serviços de revelação de filmes pancromáticos (preto e branco de processo tradicional), pois os serviços ficaram bem mais caros ou deixaram de ter um padrão profissional que os belos filmes PB exigiam.
Foi a partir deste momento que os filmes cromogênicos passariam a ser uma realidade palpável.

Há aproximadamente 20 anos, a Ilford introduziu no mercado o primeiro filme cromogênico: o XP1. Este filme preto e branco foi projetado para ser processado no mesmo sistema usado para os filmes negativos coloridos (produzindo um negativo com tingimento rudemente neutro - ao contrário de uma imagem de prata dos filmes PB convencionais). As imagens tingidas poderiam ser impressas em preto e branco, sempre usado no papel PB original ou com uma cor "tingida" no papel em cores.
Posteriormente, a Ilford melhorou o seu filme com a introdução do XP2 Super 400 e se mantiveram bastante bem no mercado de filmes cromogênicos (esse filme continua a venda até hoje).

A Kodak, vendo a popularidade crescente da volta do antigo padrão, decidiu que deveria prover alta qualidade e facilidade no processamento dos filmes preto e branco em sua linha. Sua equipe de pesquisa em Rochester desenvolveu para o mercado o seu primeiro filme cromogênico chamado T400CN - filme ASA400, assim como Ilford XP2.
Com o processo C-41 largamente utilizado pelos laboratórios comerciais para processamento dos filmes negativos coloridos, passamos a revelar também o T400CN como o XP2, garantindo controle de qualidade profissional a esses filmes.
O T400CN saiu de cena para dar lugar ao atual BW400CN, único filme que a Kodak mantém na linha de revelação cromogênica.


Na prática (minhas impressões)
Eu particularmente gosto muito dos filmes cromogênicos. Considero-os uma ótima alternativa para quem mora em cidades onde não se encontra mais lugares que façam revelações de filmes PB pancromáticos tradicionais ou para quem não faz a sua própria revelação.
São filmes que mantém os aspectos mais importantes dos PB tradicionais: grãos interessantes e mais pronunciados com uma ótima faixa dinâmica.
Se vocês me perguntarem se eu os acho melhores que os PB tradicionais, responderei que não, mas operando com o cromogênico dentro de sua faixa de sensibilidade comparado da mesma forma com um pancromático (ambos ASA400 por exemplo), diria que os cromogênicos chegam 80% perto da beleza de exposição.

O que dá pra sentir mais é que os cromogênicos não conseguem atingir com a perfeição dos pancromáticos a interpretação em cinza das cores presentes na cena. Mas como disse, chegam bem próximo.

O que faz com que muitas pessoas deixem de gostar dos cromogênicos, é principalmente na ampliação. As pessoas se enganam ao pensar que por serem revelados no mesmo processo dos negativos coloridos, podem ser ampliados em papéis coloridos. Isso não é verdade. Como diz o texto acima, em papéis coloridos o filme tende a ter um aspecto tingido, fugindo da pura escala de cinza e puxando para tons que muitas vezes lembram sépias ou tons "amagentados".
Sua ampliação deve ser feita em papel preto e branco, pois dessa forma conseguem atingir seus objetivos. Os próprios fabricantes os colocam como filmes profissionais, portanto quando bem trabalhados, podem reproduzir resultados excelentes, com toda a facilidade e baixo custo do processamento em laboratórios comuns.
Detalhe... Costumam ficar ainda mais interessantes quando usado com filtros coloridos para intensificação e realce de tons.
Tenho no meu flickr um set dedicado as fotos que fiz com o Ilford XP2 Super 400


Lista de filmes cromogênicos

ILFORD XP2 SUPER 400
Tipo / revelação: PB cromogênico / C41
Linha: Profissional
Sensibilidade: ISO 400
Tamanhos disponíveis: 35 e 120mm (24 e 36 poses)
Descrição: É um filme com ótima nítidez, velocidade e grãos bastante finos para um filme preto e branco. Pode ser usado para qualquer assunto fotográfico, mas assegura resultados excelentes quando há uma larga variedade de faixa de brilho. O filme produz um negativo de alto contraste e tem uma latitude de exposição bastante larga, que o faz conveniente para o uso em condições de iluminação variadas. O XP2 SUPER é facilimo de revelar, por ser feito em processo C41.
PROS: Granulação finíssima, o que garante uma nitidez muito boa e ainda mantém uma excelente faixa de latitude dos tons médios.
CONTRAS: Por ser revelado em C41, não permite puxadas de ISO como os PBs pancromáticos em revelações manuais. Sua latitude é menos ampla que os filmes PB pancromáticos e ao mandar revelar, optar por laboratório de boa qualidade, pois do contrário o negativo pode puxar tons para o magenta. Costuma ser mais barato que o Kodak BW400CN e também mais fácil de ser encontrado no Brasil.
EXEMPLOS: no flickrno pbase.com
DATA SHEET: 20061301945161573.pdf


KODAK BW400CN
Tipo / revelação: PB cromogênico / C41
Linha: Profissional
Sensibilidade: ISO 400
Tamanhos disponíveis: 35 e 120mm (24 e 36 poses)
Descrição: Desenvolvido para capturar todo o impacto e elegância do preto e branco, com a inegável praticidade do processamento C-41. O filme BW400CN é segundo a Kodak o cromogênico com granulação mais fina do mundo, proporcionando tons suaves e neutros com realces e detalhe de sombras impressionantes, mesmo quando é ampliado.
PRÓS: Ótima nitidez, tons suaves e neutros e muito boa latitude nas sombras. Muito bom para retratos e cenas externas em geral. O fato de ser ASA400, garante uma bela velocidade de operação, mesmo em lugares com luz inferior. Fácil de ser processado, por conta da revelação ser feita em C41.
CONTRAS: Por ser revelado em C41, não permite puxadas de ISO como os PBs pancromáticos em revelações manuais. Sua latitude é menos ampla que os filmes PB pancromáticos e ao mandar revelar, optar por laboratório de boa qualidade, pois do contrário o negativo pode puxar tons para o magenta. É um filme relativamente caro e não tão fácil de achar no Brasil.
EXEMPLOS: no flickrno pbase.com
DATA SHEET: EpubBW400CN4036.pdf


FUJICOLOR NEOPAN 400CN
Tipo / revelação: PB cromogênico / C41
Linha: Profissional
Sensibilidade: ISO 400
Tamanhos disponíveis: 35 e 120mm (24 e 36 poses)
Descrição: É um filme preto e branco cromogênico de ótima velocidade (ISO400). Possui fina granulação e foi projetado para o uso geral, mas com particular atenção ao mercado de retrato e casamentos. O filme garante uma belíssima latitude, com grãos bastante finos; preservando detalhes, mesmo em áreas de contrastes em sombras e luzes altas.
Mesmo sendo revelado em processo C41, se mostra ótimo numa faixa de sensibilidade que vai do 100 ao 800, desde que se altere os padrões de revelação para aquilo que foi utilizado (na maioria dos laboratórios comerciais, isso não é possível por conta do processo automatizado).
PRÓS: Possui ótima faixa dinâmica, perdoando ligeiros erros de exposição. Garante tonalidades PB muito bonita, sobretudo em tons de pele. Fácil de ser processado, por conta da revelação ser feita em C41.
CONTRAS: Por ser revelado em C41, não permite puxadas de ISO como os PBs pancromáticos em revelações manuais. Sua latitude é menos ampla que os filmes PB pancromáticos e ao mandar revelar, optar por laboratório de boa qualidade, pois do contrário o negativo pode puxar tons para o magenta. É um filme relativamente caro e não tão fácil de achar no Brasil.
EXEMPLOS: no flickrno pbase.com
DATA SHEET: blackwhite_neopan400CN.pdf

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1 Comentário:

Ana disse...

Reparei que os 3 exemplos indicados são de linha profissional. Alguns exemplos de filmes para amadores?
Obg

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